O novo filme de Resident Evil chega aos cinemas

Novo filme de Zach Cregger, diretor de Noites Brutais e A Hora do Mal, chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro.

Um dos jogos mais queridos no terror, Resident Evil sofre há anos com adaptações cinematográficas que não fizeram justiça ao que se passa nos jogos. Com uma lore rica e cheia de detalhes, a primeira leva de filmes, idealizada principalmente por Paul W. S. Anderson e que conta com seis longas-metragens, atraiu a raiva dos fãs dos jogos. Já o reboot da franquia, lançado em 2021 e dirigido por Johannes Roberts, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, sequer causou uma impressão forte o suficiente para podermos julgar.

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Dessa vez, porém, as coisas parecem diferentes. Zach Cregger está em alta graças aos seus dois primeiros longas, Noites Brutais (2022) e A Hora do Mal (2025), que atraíram críticas positivas de público e da imprensa especializada, e seu novo filme é essa prova de fogo: uma nova adaptação de Resident Evil, justamente no ano em que a franquia de jogos que alterou para sempre a história dos games de terror completa 30 anos.

A Macabra participou de uma sessão especial em parceria com a distribuidora, onde conferimos um trecho do filme, e te conta um pouquinho do que podemos esperar dessa produção, que chega aos cinemas em 17 de setembro.

O início da nova produção

Depois de Bem-Vindos a Raccon City, Johannes Roberts, diretor do longa, afirmou que uma sequência estava em desenvolvimento e até mesmo citou alguns dos jogos que gostaria de adaptar dessa vez, como Resident Evil – Code: Veronica e Resident Evil 4. Mas, o que se conta por aí, é que já em 2022 a Constantin Film, que detém os direitos de adaptação cinematográfica dos jogos de RE, pensava em um novo reboot, muito devido ao fracasso de bilheteria do filme de Roberts. 

Austin Abrams e Zach Cregger nos bastidores do novo RE

Apenas após muitos trâmites, inclusive o cancelamento da possível série da Netflix baseada nos jogos, que a Constantin, aliada a PlayStation Productions e a Vertigo Entertainment, iniciou o processo para um novo reboot. Os conflitos não pararam, entretanto. Uma guerra pelos direitos de distribuição dessa produção começou entre os quatro grandes estúdios, incluindo a própria Netflix e a Warner. Quem ganhou foi a Sony Pictures, em conjunto com a Columbia Pictures e a TriStar Pictures.

Cregger entrou no barco apenas em 2025, quando esses pormenores já estavam ajustados. Ao lado de Shay Hatten, que coescreveu os roteiros de John Wick 3: Parabellum (2019) e John Wick 4: Baba Yaga (2023), Cregger escreveu o roteiro para essa nova entrada da franquia. Em entrevistas, o cineasta afirmou que não queria fazer uma adaptação direta dos jogos, e contar uma história nova, mas que se passasse naquele universo e o tivesse como cenário.

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Testemunhe a origem do mal

Cregger manteve sua ideia firme e concentrou o novo filme em um momento pós-Resident Evil 2, quando o surto de zumbis de Raccon City está em pleno desenvolvimento. Em entrevista ao ScreenRant, o cineasta disse que queria “construir uma história que pudesse existir no universo de Resident Evil e, talvez, se situar na periferia dos eventos de Resident Evil 2 — durante aquela noite fatídica em Raccoon City —, mas contando uma trama paralela que realmente fizesse jus à atmosfera e ao ritmo característicos dos jogos”.

O novo filme de RE será focado em Bryan (Austin Abrams, que já trabalhou anteriormente com Cregger em A Hora do Mal), um entregador responsável por entregar encomendas médicas, que precisará levar um pacote até um hospital afastado de Raccon City. Dirigindo na neve, Bryan vai ter muitas surpresas desagradáveis.

Confira o trailer abaixo:

Nossas primeiras impressões

Conferimos cerca de meia hora do novo filme à convite da Sony Pictures, e ficamos felizes em ver que o filme se mantém bem próximo aos jogos, principalmente os remakes, principalmente os remakes feitos para os consoles mais novos. Isso não quer dizer que há um visual engessado que parece um gráfico de videogame, mas que a dinâmica entre o personagem e o que acontece em sua volta, assim como suas escolhas, são mais próximas dessa mídia.

Cregger nos conduz ao lado de Bryan ao que está acontecendo em Raccon City, e por vezes assumimos também a visão do personagem, como em um jogo em primeira pessoa. Bryan se mostra também um personagem divertido, um pouco perdido ao que ocorre a sua volta, e sabemos que ele sabe que está muito encrencado. Os efeitos estão muito bons e o ritmo parece acelerado e objetivo. Nisso, Cregger parece imprimir sua marca: apesar de Noites Brutais e A Hora do Mal terem uma certa construção de tensão, os acontecimentos que levam ao clímax dos filmes são bem objetivos e se desenvolvem com certa rapidez. No caso de Resident Evil, podemos crer que a ação dos primeiros minutos levará apenas a um clímax ainda mais arrebatador.

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Estamos muito curiosos para conferir Resident Evil, que estreia dia 17 de setembro nos cinemas. E você, pretende ver a produção na telona? Comente com a gente no Instagram e em suas redes sociais.

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Acordo cedo todos os dias para passar o café e regar minhas plantas na fazenda. Aprecio o lado obscuro da arte e renovo meus pactos diariamente ao assistir filmes de terror. MACABRA™ - FEAR IS NATURAL.