13 filmes deslumbrantes do terror

O horror é belo. A Macabra reuniu 13 dos filmes mais bonitos e visualmente impactantes do gênero.

Sabemos que o conceito de beleza é discutível e cada um tem suas preferências estéticas. Ainda assim, quando pensamos em filmes bonitos e com cenas que sejam visualmente impactantes, de encher os olhos, alguns nos vêm com facilidade à mente. 

A macabra reuniu 13 filmes deslumbrantes do terror. Alguns deles parecem pesadelos vívidos; outros, um delírio estranho. Mas todos eles, inegavelmente, são frutos da visão brilhante de uma equipe de arte imbatível. 

O Gabinete do Dr. Caligari

Das Cabinet des Dr. Caligari, 1920 // O Robert Wiene foi um dos que mais influenciou o terror desde que o gênero dava ainda seus primeiros passos. Muito disso se deu graças ao seu senso estético, que se tornou um dos principais marcos do expressionismo alemão. Ainda que essa estética seja muito singular, encontramos seus ecos em outras obras, desde Drácula (1933) a O Farol (2019). 

Suspiria

Suspiria, 1977 // Considerada por muitos a obra máxima de Dario Argento, Suspiria por vezes é descrito como um pesadelo vívido, repleto de tons vermelhos e cenários deslumbrantes. Em várias listas aparece como um favorito dos fãs quando se trata de filmes mais visualmente icônicos do terror. Pode não ter sido o primeiro dos filmes de terror italianos, que carregam entre eles, também, certas particularidades estéticas, mas com certeza é um dos primeiros a ser lembrado como o mais bonito. 

Psicose

Psycho, 1960 // Um dos maiores clássicos de Hitchcock e um dos pais do slasher — dividindo a parentalidade com A Tortura do Medo, do mesmo ano —, Psicose é, também, um filme visualmente estonteante. A escolha cuidadosa dos enquadramentos, além de cenas impossíveis de esquecer, como se provou a famosa cena do banheiro, fazem com que o filme seja merecidamente reconhecido como um dos mais bonitos do terror. 

Drácula de Bram Stoker

Bram Stoker’s Drácula, 1992 // Poderíamos listar mais de um filme sobre o grande Conde da Transilvânia nessa lista, mas é difícil competir com o filme de Francis Ford Coppola quando falamos a respeito da beleza. Além de contar com um grande elenco, o filme ainda é um desbunde para os olhos: do figurino aos cenários, passando pelas cores e pela escolha dos enquadramentos de cena, todos os detalhes são impressionantes.

A Companhia dos Lobos

The Company of Wolves, 1984 // Inspirado nas histórias escritas por Angela Carter que, por sua vez, se inspirou nas histórias coletadas por Charles Perrault, assistir a A Companhia dos Lobos, de Neil Jordan, é como navegar em um conto de fadas — daqueles que não chegariam às prateleiras das locadoras com o selo da Disney; contudo, bem mais próximos de suas verdadeiras intenções. Jordan repetiria seu trabalho primoroso de direção com outros dois filmes lindíssimos do terror: Entrevista com o Vampiro (1994) e Byzantium: Uma Vida Eterna (2012).

Garota Sombria Caminha pela Noite

A Girl Walks Home Alone at Night, 2014 // O filme de Ana Lily Amirpour se tornou um clássico imediato assim que foi lançado. Seu roteiro, focado em uma vampira pouco convencional, fez com que fãs do mundo todo se encantassem pela obra. Porém, mais que isso, é um filme visualmente lindo, filmado em preto e branco, fazendo com que as sombras e luzes de cada dia e noite do qual passamos com os personagens sejam ainda mais vívidos. 

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Mandy: Sede de Vingança

Mandy, 2018 // O pesadelo em neon dirigido por Panos Cosmatos e protagonizado por Nicolas Cage pode parecer meio maluco para os fãs que gostam de um tipo de terror mais limpo, mas isso não faz dele um filme menos bonito. As sequências de recordação do personagem de Cage e os baldes de sangue dão o toque todo especial em Mandy e fazem com que ele esteja nessa lista.

A Cela

The Cell, 2000 // Muitas vezes esquecido e ignorado pelos fãs de terror, A Cela, de Tarsem Singh, é outro dos filmes que mais se parecem um sonho: as cores, as formas, a estética inteira do filme permeia o surreal e o estranho, o fascinante e o horrível, e todos os sentimentos que existem entre eles coabitam em harmonia. A Cela, inclusive, guarda uma similaridade com outro filme da lista, Drácula de Bram Stoker: ambos têm como figurinista Eiko Ishioka, o que fica bastante claro quando se assiste os dois filmes.

Os Inocentes

The Innocents, 1961 //  A adaptação mais conhecida da obra de Henry James é, também, a mais bem-sucedida a passar à tela os sentimentos aterradores que passam pelo coração da governanta na qual a história é focada. Isso é possível graças ao roteiro competente e à direção de Jack Clayton, mas também pelas imagens muito bem produzidas e selecionadas cuidadosamente para nos contar o que ocorreu — ou o que não ocorreu, como o livro nos deixa se perguntando.

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O Labirinto do Fauno

El laberinto del fauno, 2006 // Não é exagero dizer que absolutamente qualquer um dos filmes de Guillermo del Toro poderiam estar nessa lista. De Cronos (1992) a Hellboy (2004), de A Espinha do Diabo (2001) a Frankenstein (2025), podemos apontar qualquer filme em sua carreira e vamos nos deparar com uma aula de contar histórias — narrativamente falando e, claro, visualmente também. Del Toro tem um talento especial, desenvolvido desde suas primeiras obras, em apresentar um visual impecável ao contar suas histórias.

November

November, 2017 // Um folk horror que fez certo barulho quando foi lançado, mas que poucos se lembram hoje, November também está na categoria de filmes que se parecem com um sonho — um sonho frio, talvez, e bastante assustador. Uma coprodução entre Estônia, Polônia e Países Baixos, o filme explora, visualmente e narrativamente, o folclore do norte europeu e todos os detalhes que o tornam tão encantador.

As Boas Maneiras

As Boas Maneiras, 2017 // Poderíamos também citar outros filmes nacionais tão estonteantes quanto As Boas Maneiras — ou, também, que apostam em um visual muito único, como a crueza usada por Rodrigo Aragão em suas obras. Mas As Boas Maneiras apresenta esse cenário onírico e de delírio de uma forma muito simples. O filme nos mostra uma cidade encantada apenas mostrando imagens dela mesma, nos fazendo acreditar que, em algum lugar, o desenrolar dessa história poderia mesmo estar acontecendo.

House

Hausu, 1977 // O maior entre os delírios do terror japonês: o filme Hausu, de Nobuhiko Ōbayashi, é conhecido entre os fãs por ter algumas das imagens mais insanas já feitas no cinema de gênero — e o filme realmente tem de tudo: de cabeças rolando por aí até gatos mediúnicos. Assistir à Hausu é ter sérias dúvidas se você está acordado realmente ou tendo algum sonho febril. 

Bônus: O Mensageiro do Diabo

The Night of the Hunter, 1955 // Talvez os mais puristas digam que O Mensageiro do Diabo, de Charles Laughton, não é um filme de terror, e sim um suspense ou um drama. Mas nós nos reservamos no direito dessa liberdade poética: o personagem de Robert Mitchum é execrável, e com certeza as crianças que ele perseguiu ao longo do filme estavam aterrorizadas. Além disso, a sequência de imagens desse filme — do começo ao fim! — é de arrepiar aqueles que ficam fascinados pela beleza da sétima arte.

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Acordo cedo todos os dias para passar o café e regar minhas plantas na fazenda. Aprecio o lado obscuro da arte e renovo meus pactos diariamente ao assistir filmes de terror. MACABRA™ - FEAR IS NATURAL.