Alguns segredos merecem ficar escondidos nas profundezas de nossas vidas, mas outros precisam ser revelados. Um escritor atormentado parte em uma viagem para a Irlanda para se despedir de seus pais, mas não poderia imaginar que passaria por uma experiência de vida tão transformadora e aterrorizante ao simplesmente fazer check-in em um hotel.

Hokum: O Pesadelo da Bruxa, novo filme de Damian McCarthy, chega aos cinemas brasileiros em 21 de maio. A Macabra te conta — sem spoilers! — um pouco mais sobre a produção.
Conheça Damian McCarthy

Se você ainda não conhece Damian McCarthy, está perdendo uma das maiores revelações do terror dos últimos anos. McCarthy conseguiu emplacar três longas aclamados pela crítica especializada — apesar de os dois primeiros não terem feito tanto barulho quanto Hokum, e terem sido apreciados apenas por aqueles de olhos mais atentos aos lançamentos mundiais —, depois de dirigir seis curtas. Tudo isso no terror.
Seu primeiro longa, que já chegou causando frenesi entre os amantes do gênero, foi Caveat, lançado em 2020. Contando a história de um homem que perda de memória parcial que é contratado para cuidar de uma mulher com transtornos psicológicos em uma casa isolada, Caveat guarda, assim como os outros trabalhos de McCarthy, uma relação profunda com o isolamento de seus personagens do mundo — de formas diversas.

Se em Caveat temos um homem com uma certa perda de memória cuidando de uma mulher que também lida com seus problemas, em seu trabalho seguinte, Oddity, lançado em 2024, acompanhamos uma médium com deficiência visual que, após uma visita de seu cunhado, resolve investigar a trágica morte de sua irmã.
Assim como Hokum, os dois filmes anteriores se passam em lugares isolados, mas, para além desse tipo de isolamento externo, seus protagonistas também passam por isolamentos internos — um homem com perda de memória, uma mulher com deficiência visual, um escritor assombrado por seu passado.

McCarthy sabe brincar com essas duas sensações sendo entrelaçadas, e mesmo que elas se façam presentes em suas produções, elas não parecem uma cópia uma da outra. Os filmes, em si, são diferentes, assim como os personagens que as sentem e como reagem a elas.
Cuidado com a bruxa

Ohm Bauman (Adam Scott) é um autor concluindo uma série de fantasia e ação. Com um grande hype em cima dele, muita pressão por parte dos fãs, Ohm parece meio travado para escrever sua conclusão: o destino dos personagens não parece certo. Então, ele decide viajar, levar as cinzas de seus pais até o hotel onde eles passaram a lua de mel e fazer, de uma grande árvore que há no local, o descanso eterno deles.
De início não entendemos muito bem as ligações de Ohm com os pais ou o motivo de ele ter escolhido justamente ali, naquele momento de sua carreira, para fazê-lo, mas McCarthy consegue construir essa narrativa de forma muito delicada, nos dando pistas, até por fim termos o quadro geral.
No hotel, Ohm fica sabendo de uma história supersticiosa de uma bruxa que habita a suíte nupcial do local. É terminantemente proibida a entrada de qualquer um no quarto, que permanece fechado. Ohm acha tudo isso uma bobagem, mas e os rumos da história o farão questionar essa crença.

Em Hokum, muita coisa parece ser o que não é. A história nos apresenta superstição, um crime trágico, um passado turbulento e vários caminhos percorridos para que, ao final, tudo o que acontece acabe encontrando a luz. O filme consegue segurar seu mistério, sua tensão e seu horror até o último minuto.
É necessário dizer, também, que o filme está recheado de jumpscares bem utilizados, inseridos em pontos estratégicos, que aumentam a tensão já constante do filme. Longe de serem usados apenas para pegar o público desprevenido, o recurso é muito bem utilizado por McCarthy, que já o utilizou outras vezes em suas obras.
O elenco

Não menos importante, o elenco do filme é um dos elementos principais que o faz tão interessante. Mesmo os atores menos conhecidos — Florence Ordesh, que interpreta Fiona, a atendente do hotel, ou David Wilmot, que interpreta Jerry, que tem papel fundamental para auxiliar Ohm — logo conquistam o público.
Mas, inquestionavelmente, quem brilha é Adam Scott como protagonista. Se você se lembra de Scott apenas por seu papel mais conhecido, em Parks and Recreation, talvez tenha um grande choque de realidade quando o vir como o ranzinza autor Ohm; mas, se você assistiu ao episódio em que ele protagonizou no remake de Jordan Peele em Além da Imaginação (“Nightmare at 30,000 Feet”, segundo episódio da primeira temporada) ou Ruptura, já sabe dos talentos do ator para o terror. Não é à toa que Scott tem sido reconhecido como um scream king para os fãs.

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Hokum: O Pesadelo da Bruxa tem conquistado a crítica especializada e os fãs que já tiveram a oportunidade de assisti-lo. A Macabra conferiu o filme a convite da Diamonds Filmes e recomenda a produção para aqueles que estão procurando uma história aterrorizante para conferir no cinema.
Confira o trailer abaixo:
Hokum: O Pesadelo da Bruxa estreia dia 21 de maio nos cinemas brasileiros. E você, está pronto para fazer o seu check-in? Comente com a gente no Instagram e em suas redes sociais.

