Há vinte anos estreava Terror em Silent Hill, uma obra que traduziu para o cinema um dos universos mais perturbadores da história dos videogames. Talvez não tão lembrado pelos fãs de horror quanto merecia, o filme realizou com louvor uma tarefa ingrata: transformar o terror psicológico e atmosférico do jogo em imagens concretas, sem perder sua essência.
Adaptado do primeiro título da franquia homônima, Terror em Silent Hill foi dirigido por Christophe Gans e escrito por Roger Avary — roteirista de Cães de Aluguel (1992) e Pulp Fiction (1994). Na trama, Rose (Radha Mitchell) leva sua filha adotiva Sharon (Jodelle Ferland) à misteriosa cidade de Silent Hill na tentativa de curá-la de seus distúrbios, mas após um acidente de carro, Sharon desaparece. A busca desesperada da mãe dá início a uma jornada por um mundo de névoa, culpa e horrores.

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Agora, Gans retorna para a adaptação do segundo jogo da franquia em Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno, que chega aos cinemas brasileiros em 22 de janeiro. A Macabra já se debruçou sobre a franquia anteriormente, e contou como os jogos levaram aos filmes. Criado em 1999 pela empresa Konami, o jogo ajudou a transformar o subgênero de “jogos de sobrevivência”. Voltado para audiências mais velhas, a franquia levou seus jogadores a temas mais pesados, como abusos físicos e verbais, luto, depressão, vícios, lavagem cerebral, bullying, entre outros.
A Macabra te conta um pouco mais sobre a produção e por que você deveria assistir aos dois filmes.
Depois de mais de vinte anos…

Desde o início, quando Gans contou a Samuel Hadida, produtor de O Pacto dos Lobos, ao final dos anos 1990, que queria trabalhar com uma adaptação de Silent Hill, era o segundo jogo que estava em sua mira. Para Gans, sua história era mais profunda e emocional, lembrando a ele o mito de Orfeu e Eurídice, a ida ao inferno em busca da pessoa amada e o difícil retorno de lá; mas ele percebeu que faltava um pouco do lore que torna Silent Hill — cidade e jogo — tão especiais, e voltou suas atenções para o primeiro jogo da série.

Depois dos percalços envolvendo Silent Hill: Revelação, que foi lançado em 2012 com direção de MJ Bassett, mas que teria novamente a direção de Gans, finalmente chegou a hora do diretor retornar ao seu projeto de mais de vinte anos atrás. Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno conta a história do segundo jogo da série, e apesar de não contar com a parceria de roteiro do primeiro filme — Avary foi condenado em 2009 por homicídio culposo após um acidente de carro que matou a passageira que estava no veículo com ele (Avary ainda roteirizou alguns filmes após a pena) —, promete manter a visão que o cineasta teve ao imaginar uma adaptação para esses jogos.
A história

Seguindo a história do segundo jogo, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno acompanha James Sunderland (Jeremy Irvine), devastado após a morte de sua esposa, até que recebe uma carta assinada por ela, pedindo a ele que retorne a Silent Hill e vá encontrá-la. Quando chega à cidade, porém, percebe que alguma força maligna alterou a paisagem que conhecia, encontrando figuras aterrorizantes, conhecidas e desconhecidas, o levando a questionar sua sanidade.
Como Gans mencionou em sua vontade de dirigir a adaptação ainda no final dos anos 1990, a história do segundo jogo de Silent Hill nos remete à história de Orfeu e Eurídice, em que o primeiro sai em busca de sua esposa até o inferno, e acaba a perdendo ao descumprir a única proibição do trato de tirá-la de lá.

Para quem não chegou a jogar os jogos, mas conhece o primeiro filme, algumas figuras assustadores marcarão presença novamente, como Pyramid Head, um dos personagens mais aterrorizantes da franquia.
Confira o trailer de Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno.
O filme estreia nos cinemas brasileiros em 22 de janeiro e estamos curiosos para conferir. E você, gosta das adaptações de Silent Hill? Quais suas expectativas? Comente com a gente no Instagram e em suas redes sociais.

